Hoje é o último dia de lermos Rute. A leitura está em Rute 4, 13-17.
"13. Booz se casou com Rute. E ela se tornou sua esposa. Booz teve relações com ela, e Javé deu a Rute a graça de engravidar, e ela deu à luz um filho.
14. As mulheres diziam a Noemi. "Javé seja bendito! Ele não deixou que hoje faltasse para você um resgatador. O nome dele se tornará famoso em Israel.
15. Ele será para você um consolador e um apoio na velhice, pois quem o gerou é sua nora. Ela ama você, e é melhor para você do que sete filhos".
16. Noemi pegou o menino, o pôs no colo e foi para ele uma verdadeira mãe de criação.
17. As vizinhas deram um nome ao menino, dizendo: "Nasceu um filho para Noemi". E lhe deram o nome de Obed. Obed foi o pai de Jessé. E Jessé foi o pai de Davi."
Booz casou-se com Rute. Mas, o autor faz questão de destacar que ela se tornou sua esposa. Pode ser algo que pareça sinônimo: casar e ter um esposo. Porém, há uma sutil diferença. Casar não implica que o outro o acolherá como um companheiro, um esposo. Hoje, é muito comum os casais mal se conhecerem e logo desejarem casar ou morar junto. Mas, será assim que funciona? Uma casa começa a ser construída pelos alicerces. E qual o alicerce de um casal? Não tenho receio de dizer que é o conhecimento: só amamos aquilo que conhecemos. Nesta semana, fui percebendo o quanto Rute e Booz deram a se conhecer. E, isso os levou ao encantamento verdadeiro. Porque, quando eu conheço quem está comigo, respeitarei suas limitações, algumas incentivarei a superá-las, e outras vou apenas deixar de lado, afinal, quem é perfeito? Um casal não nasce pronto. Ele é construído. Quando se planta boas coisas, colhem-se bons frutos. Se o meu relacionamento não possui o desejo do conhecimento, ele vai ficar sem alicerce nos momentos de brigas, dores, tristezas. Quero ser uma mulher como Rute: alguém que é capaz de amar e ser melhor para alguém do que sete pessoas. Dai-me a graça, Senhor, de ser boa.
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